junho 15, 2008

ESTE BLOG APOIA OS PRÉMIOS DE EDIÇÃO LER BOOKTAILORS

Caros leitores,

A minha pena de ter este blog parado só não é maior porque sei que todos vocês e muitos mais vão seguindo o Blogtailors.

Como no Blogtailors o ritmo de publicação é outro, pouco tempo ou assunto sobre para colocar aqui.

Se está parado? Parece que sim, um pouco.

Se está morto?
Não, este blogue ainda tem a força de dizer que apoia Os Prémios de Edição LER Booktailors.


Publicado por Nuno Seabra Lopes às 04:02 PM | TrackBack

fevereiro 11, 2008

Nota da gerência

Não, o Extratexto não está morto.

Estamos, neste momento, a proceder a mudanças de domicílio (escritório) e a PT não auxilia muito na ligação, pelo que o acesso não tem permitido actualizar o blogue.

Esta situação deverá manter-se por mais uma a duas semanas, estando regularizada o mais tardar a partir do final do mês.

A partir de então haverá Extratexto, novamente.

Entretanto, mantenho o blogtailors.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 09:22 AM | TrackBack

janeiro 29, 2008

Entrevista

Hoje, no JN, uma pequena entrevista feita por Sérgio Almeida a mim (online aparece somente uma parte, apesar de não haver muito mais).

Ler aqui.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 09:59 AM | TrackBack

janeiro 24, 2008

Inquérito ao sector do livro

Quem disse que o sector editorial não tem estatísticas?
Não tinha... aparentemente.

Dia 25 de Janeiro, ou seja amanhã (sexta-feira), pelas 11 horas, no auditório da Biblioteca Nacional, será feita a apresentação do relatório dos resultados preliminares do Inquérito ao Sector do Livro, pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC).

Serão apresentados os resultados do «levantamento da informação disponível sobre o sector em Portugal, no que toca à oferta, em particular a partir de fontes estatísticas e documentais, e da realização de entrevistas aprofundadas a diversos agentes do sector».

A apresentação pública durará cerca de duas horas e será apresentado por José Soares Neves, com a mediação de José Cortês.

Estará presente a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

Será que amanhã já podemos dizer quanto vale este sector?

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 07:13 PM | TrackBack

Patchwork

José Afonso Furtado dizia no último Jornal de Letras (20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas – Balanço e perspectivas) que «para esse desígnio [promoção do livro] deveriam obviamente contribuir os diferentes agentes da cadeia do livro».

Segunda-feira, em conversa com um amigo e agente da cadeia do livro, dizia-me ele que «o número de leitores não está a aumentar, mas o número de compradores de livros, sim».

Ontem, em conversa com uma amiga, e agente da cadeia do livro, falávamos das obrigações que um editor e um autor devem ou não ter na promoção «dos seus livros».
Dizia-me ela que determinado editor esperava que os autores fizessem algo em prol da promoção das suas obras (e.g. pagassem as suas idas e estadias a feiras e eventos).
Esse mesmo editor disse-me outras vezes que «não era a Santa Casa da Misericórdia» mas, agora, parecia esperar que os autores o fossem, e que fizessem algo em prol do livro que ele estava a comercializar.

Nestas conversas chocam duas perspectivas: os livros/ os meus livros.
Já a revista homónima alterou a denominação para se tentar situar numa das duas perspectivas.

Num mercado onde a canibalização é elevada (em determinados segmentos) e todos lutam pela presença nos pontos de venda, a promoção da leitura adquire contornos diferentes nos respectivos elos da cadeia.
Os editores querem colocar todos a lerem «os seus livros», alguns livreiros querem colocar todos a lerem «os livros com mais saída», os prescritores especializados querem colocar todos a lerem «os livros com maior valor cultural», uns querem colocar todos a lerem «os livros de que mais gostam», outros, os livros «da nossa esfera cultural e política».

A semelhança: todos querem colocar toda a gente a ler.
A semelhança: todos criticam aquilo que se está a ler.
A semelhança: todos julgam achar aquilo que se deve ler.
A semelhança: quase ninguém faz nada para que se leia, somente.

De entre todos os elementos, quero destacar o trabalho extraordinário de alguns bibliotecários que, apesar de tudo, têm a capacidade e a formação suficiente para saber que, no cômputo geral, a leitura é mais importante do que os livros.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:34 AM | TrackBack