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janeiro 29, 2008
Entrevista
Hoje, no JN, uma pequena entrevista feita por Sérgio Almeida a mim (online aparece somente uma parte, apesar de não haver muito mais).
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 09:59 AM | TrackBack
janeiro 24, 2008
Inquérito ao sector do livro
Quem disse que o sector editorial não tem estatísticas?
Não tinha... aparentemente.
Dia 25 de Janeiro, ou seja amanhã (sexta-feira), pelas 11 horas, no auditório da Biblioteca Nacional, será feita a apresentação do relatório dos resultados preliminares do Inquérito ao Sector do Livro, pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC).
Serão apresentados os resultados do «levantamento da informação disponível sobre o sector em Portugal, no que toca à oferta, em particular a partir de fontes estatísticas e documentais, e da realização de entrevistas aprofundadas a diversos agentes do sector».
A apresentação pública durará cerca de duas horas e será apresentado por José Soares Neves, com a mediação de José Cortês.
Estará presente a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Será que amanhã já podemos dizer quanto vale este sector?
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 07:13 PM | TrackBack
Patchwork
José Afonso Furtado dizia no último Jornal de Letras (20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas – Balanço e perspectivas) que «para esse desígnio [promoção do livro] deveriam obviamente contribuir os diferentes agentes da cadeia do livro».
Segunda-feira, em conversa com um amigo e agente da cadeia do livro, dizia-me ele que «o número de leitores não está a aumentar, mas o número de compradores de livros, sim».
Ontem, em conversa com uma amiga, e agente da cadeia do livro, falávamos das obrigações que um editor e um autor devem ou não ter na promoção «dos seus livros».
Dizia-me ela que determinado editor esperava que os autores fizessem algo em prol da promoção das suas obras (e.g. pagassem as suas idas e estadias a feiras e eventos).
Esse mesmo editor disse-me outras vezes que «não era a Santa Casa da Misericórdia» mas, agora, parecia esperar que os autores o fossem, e que fizessem algo em prol do livro que ele estava a comercializar.
Nestas conversas chocam duas perspectivas: os livros/ os meus livros.
Já a revista homónima alterou a denominação para se tentar situar numa das duas perspectivas.
Num mercado onde a canibalização é elevada (em determinados segmentos) e todos lutam pela presença nos pontos de venda, a promoção da leitura adquire contornos diferentes nos respectivos elos da cadeia.
Os editores querem colocar todos a lerem «os seus livros», alguns livreiros querem colocar todos a lerem «os livros com mais saída», os prescritores especializados querem colocar todos a lerem «os livros com maior valor cultural», uns querem colocar todos a lerem «os livros de que mais gostam», outros, os livros «da nossa esfera cultural e política».
A semelhança: todos querem colocar toda a gente a ler.
A semelhança: todos criticam aquilo que se está a ler.
A semelhança: todos julgam achar aquilo que se deve ler.
A semelhança: quase ninguém faz nada para que se leia, somente.
De entre todos os elementos, quero destacar o trabalho extraordinário de alguns bibliotecários que, apesar de tudo, têm a capacidade e a formação suficiente para saber que, no cômputo geral, a leitura é mais importante do que os livros.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:34 AM | TrackBack
janeiro 17, 2008
Especial China
O The Guardian tem dedicado especial atenção à indústria editorial chinesa e às modificações do cenário por que o seus autores têm vindo a passar.
Num sector que, constitucionalmente, pertence ao Estado Chinês, sem qualquer participação estrangeira, Richard Lea tem vagueado por entre as mais de 500 editoras do estado (dispostas nos mais de 300 arranha-céus de Xangai), procurando entender um mercado de mais de 6.000 milhões de exemplares/ano, aos quais se juntam muitos outros milhares de contrabando.
Com as alterações do mercado chinês, Richard tem conhecido os actuais autores chineses, que têm beneficiado do aumento económico do sector mas que continuam tão restringidos como há 20 ou 30 anos atrás, em parte devido às restrições ideológicas (e de imagem) que o país quer transmitir para a China e para o mundo.
Venha passear pelas «Cidades dos Livros», mega-stores com mais de 700 empregados e fundos com quase 270.000 títulos. Venha conhecer mega best-sellers desconhecidos, um mundo de oportunidades e milionários neste que é o 3.º maior mercado mundial.
Um mundo do livro desconhecido que é agora descoberto.
Principais artigos: A New Cultural Revolution; Interesting Times.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:40 AM | TrackBack
janeiro 10, 2008
Theca Libraria
O mundo dos blogues português continua a enriquecer.
Numa altura em que muitos falam sobre o aumento ou não de leitores, ou sobre o PNL: eis uma chegada que muito a propósito vem.
É com imenso prazer que vos dou a conhecer o Theca Libraria, o recém-criado blogue de Eduardo de Freitas, sociólogo e investigador da leitura.
Com uma visão apurada e crítica em relação a questões tão importantes como as estatísticas da leitura (coordenou o anterior estudo de grande fôlego sobre a matéria em Portugal), podemos agora seguir a sua opinião e escutar uma visão mais atenta.
A seguir com atenção.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 04:17 PM | TrackBack
janeiro 08, 2008
Leya
Durante esta semana o Extratexto tem dado primazia ao Blogtailors, pois muito tem havido para ler e dizer sobre a Leya, e quase tudo está disponível no Blogtailors, onde muito temos dito.
Quando a febre acalmar, isto volta ao sítio, entretanto, venham lá dar a vossa opinião.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:13 AM | TrackBack
janeiro 03, 2008
Retorno
Regressado de férias descubro duas péssimas notícias atrasadas, a morte de Olímpio Ferreira (genial homem da arte negra e da tipografia, cujos últimos trabalhos ainda podem ser vistos na Tinta-de-China, na &tc. ou na Cotovia) e de Abel Costa (ex-director geral da distribuidora ECL), último dos quais por quem tinha especial carinho.
Um louvor ao verdadeiro fazedor de livros (como tão bem lhe chamou o Zé Mário) e Abel Costa.