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novembro 27, 2007

O Papel e o Pixel

A não perder, hoje, pelas 18h30 na Casa Fernando Pessoa, o lançamento da obra O Papel e o Pixel, de José Afonso Furtado.

A propósito das temáticas abordadas nesta obra, recorde-se a entrevista exclusiva dada por José Afonso Furtado ao Blogtailors, publicada na passada sexta-feira, aqui.

A obra será apresentada pelo Professor João Caraça.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:17 AM | TrackBack

novembro 23, 2007

Entrevista a José Afonso Furtado

«[...] devem distinguir-se pelo menos quatro níveis diferentes no que diz respeito ao impacte da digitalização na indústria da edição: o nível dos sistemas de operação; o nível da gestão e manipulação do conteúdo (a progressiva emergência do digital workflow); o nível do marketing e serviços e, por fim, o nível da distribuição de conteúdo. Se é certo que este último nível é aquele em que o impacte da tecnologias digitais na indústria da edição é potencialmente mais profundo (a disponibilização do conteúdo directamente ao consumidor final em rede e de modo electrónico e não sob a forma de um objecto físico, irá transformar todo o modelo financeiro da edição), é forçoso reconhecer que as tentativas de estabelecer um modelo de negócio com base na distribuição de activos digitais têm sido muito diversificadas e normalmente sem sucesso estabilizado. [...] Verificamos assim que, se estes quatro pontos remetem para uma revolução no produto, talvez neste momento predomine antes uma revolução no processo, aquilo a que John B. Thompson chama The Hidden Revolution, o que significa que em vez do previsto ou anunciado brave new world totalmente integrado dos circuitos digitais dos profetas dos e-books, o que parece estar a ocorrer é uma revolução nas práticas do office e do back-office, algo que a computarização trouxe para todas as indústrias baseadas na informação.»

Leia a entrevista completa em exclusiva na Blogtailors.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 02:45 PM | TrackBack

novembro 20, 2007

O Papel e o Pixel, 1

Rigor e actualidade são somente dois dos elogios mais directos que sou capaz de agora fazer à obra de José Afonso Furtado.
Autor incontornável nos estudos sobre o livro (e nos múltiplos suportes dos conteúdos editoriais) e a leitura, assim como no campo dos estudos sobre bibliotecas, o seu «Os Livros e as Leituras: Novas Tecnologias de Informação» (2000) – leia uma recensão da obra – é ainda uma das mais impressionantes e interessantes obras publicadas sobre a temática, e indiscutivelmente a melhor alguma vez feita em Portugal.

É agora anunciado, deste autor, uma obra já conhecida pelos demais, pois foi previamente publicada no Brasil e em Espanha (na Bibliografia de Sociologia do Livro, de Eduardo de Freitas, existente este blogue vem referenciada a edição brasileira) e que passa agora a estar disponível na língua original.
Trata-se de «O Papel e o Pixel» (Ariadne), e será apresentado no próximo dia 27, às 18:30, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa (Rua Coelho da Rocha, 16), apresentado por João Caraça.

Se ainda não o comprou, não perca agora a oportunidade.
Mais informo que a Blogtailors falou com José Afonso Furtado acerca deste livro e irá publicar - em exclusivo - uma entrevista interessantíssima na próxima sexta-feira, dia 23.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 03:26 PM | TrackBack

Competitividade das Artes Gráficas Europeias

Com a crescente capacidade de atracção das casas de impressão chinesas, a indústria gráfica europeia e norte-americana estão a começar a sofrer fortes quebras nos seus contratos de impressão.

Por esse motivo, a União Europeia encomendou um Estudo à Ernst & Young sobre a Competitividade da Indústria Gráfica Europeia, que foi agora apresentado.

Quem o quiser ler, pode encontrá-lo aqui.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:31 AM | TrackBack

novembro 15, 2007

Elogio da capa brochada (ou mole)

Hoje, no blog da editora inglesa, Picador:

«[...]
What is in a format? At a glance, not much. After all, a hardback is only a little bit larger than a paperback, with only slightly heavier paper which, along with its hard boards, gives it a bit more weight. Yet those few inches, and few ounces, seem to make all the difference to most people. Hardbacks are handsome, hardbacks have heft, but the place where people seem most comfortable keeping them is safely preserved on their shelves. Indeed, it’s interesting to note that for serious book collectors those attributes that increase the value of a hardback – no signs of wear or tear, no broken spine, uncut pages – would seem to militate against the very purpose for which books were created.

And it isn’t about price either. No matter how affordable publishers make hardbacks, most people don’t seem to want their reading delivered in that form. Of course there are exceptions: those lucky fiction authors whose following is big enough, and sustained enough, for people to overlook format; and for non-fiction, any book that makes a plausible Christmas gift. [...]

But the primacy of the paperback for the majority of books (the majority of fiction at least) cannot be denied. The paperback’s much celebrated, unmatchable portability, the way it fits in just about any bag, the way it flexes and bends and even dries out if you drop it in the bath: all of these things speak to the uniquely intimate nature of the reading experience, an intimacy that can’t be matched by any other media. A well-thumbed paperback tells its own story, of the magical exchange between writer and reader. The more battered the better, some would say.
[...]»

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 04:44 PM | TrackBack

novembro 12, 2007

Como Falar de Livros que Não Lemos?

Ontem, na New York Times, Jay McInerney surge com um texto que vale a pena ler.
O título do texto Fingindo-o (Faking it), relata o sucesso que um livro está a ter em França, permanecendo nos tops de best-sellers, cujo título é por demais interessante: Como Falar de Livros que Não Lemos? (edição portuguesa, Verso da Kapa). O livro, de carácter antropológico e não de auto-ajuda social - como enuncia a colecção da edição portuguesa -, parece estar a fazer furor e a ganhar adeptos que, talvez, possam ler este livro.

Neste país tão cioso dos seus índices de cultura, parece que a cultura não é tão forte quanto a diligência em ser culto.

Não consigo evitar repetir a citação de Oscar Wilde, de que Jay se recordou: «Nunca leio um livro que critiquei, influencia-me demais».

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 11:09 AM | TrackBack

novembro 09, 2007

Esta arte de editar

De uma forma crua, um editor é um industrial, alguém que adquire uma matéria-prima, uma fonte ou conteúdo, e transforma-a tendo em conta um público consumidor.
A sua arte é valorizar a matéria inicial face a um suporte específico e as necessidades/ motivações de um target determinado. Age de acordo com os objectivos determinados pela sua empresa, procurando, numa primeira fase – denominada «editorial» – criar um protótipo, ou seja, uma versão final de um produto para o mercado - antes posteriormente e hoje simultaneamente - que é adaptado a um processo industrial de reprodução e emulado em cópias sucessivas, idênticas, para ser comercializado.

Esta é a arte de editar.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 02:25 PM | TrackBack

novembro 06, 2007

Vida de Livreiro

Se a Internet é um bom sítio para fazer amigos, é igualmente um óptimo sítio para estar com amigos que temos cá fora.

Por esse motivo, quero dar as boas-vindas à ma chère amie Joana e ao seu blogue Vida de Livreiro.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 09:30 AM | TrackBack

novembro 05, 2007

Encontros de Literatura Infanto-Juvenil

Nos próximos dias 15, 16 e 17 Novembro, vai decorrer, na Biblioteca Almeida Garrett (Jardins do Palácio de Cristal, Porto) o 13.º Encontro Luso-galaico-franceses do Livro Infantil e Juvenil.

Recordo-me de ter visitado o encontro (anual) em 2001 e de gostado bastante do programa.

Este ano, sob a temática do «Livro à Cena», teremos, entre outra coisas, uma panorâmica da literatura dramática, exposições bibliográficas e de ilustrações, ateliês e peças de teatro infantil.
Álvaro Magalhães e Manuel António Pina dar-nos-ão o seu testemunho da escrita de teatro infantil, e uma plêiade de convidados dos três países tratarão de colocar os participantes a par do «Estado da Arte» dramática infanto-juvenil.

A não perder.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:18 AM | TrackBack

novembro 01, 2007

Mediatização de épocas

Já os ingleses dividiam o seu mundo em seasons, umas mais silly do que outras mas todas elas davam o tom e, actualmente, dão o toque que permite que muitos marchem.

É assim que, numa indústria cultural, muitas vezes os «mapas» são feitos com base nos eventos, nas épocas e nos momentos mais mediatizáveis, que permitem que toda a sociedade informacional esteja a olhar num mesmo sentido - importante num mundo actual cheio de ruídos contrários.

Digo isto em plena «época maior», o Natal, com motivações claras de compra para oferta. Mas digo-o também numa altura em que alguns eventos e «aquecimentos» poderiam ajudar a suplantar uma torrente natalícia e pontuar com quebras e motivos adicionais o mercado do livro. Falo, por exemplo, do Halloween - ainda me recordo que a Fnac decorou a loja do Chiado, não sei se no ano passado ou no outro anterior, com motivos fantásticos.
Em alguns mercados existem concursos e leitura/venda de livros de contos de horror, feiras de livros ilustrados de bruxas e feiticeiros, motivos mais do que utilizados para empurrar um pouco mais os Harry Potters e restantes followers para a frente da concorrência não posicionada nesta temática.

Já é tão difícil chamar a atenção do público para temas e livros, por que não aproveitar o facto de toda a sociedade com filhos pequenos já o estar a fazer?
Lá fora, é a abóbora nossa de cada dia.

Publicado por Nuno Seabra Lopes às 09:25 AM | TrackBack