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agosto 30, 2007
Círculo de Leitores/Bertrand
A Handelsblatt, via revista Forbes, anunciou que hoje a multinacional Bertelsmann AG irá discutir o futuro da Direct Group, o seu braço que gere em Portugal a Círculo de Leitores/Bertrand.
O resultado mais previsível será a separação dos diferentes negócios do Clube do Livro (Livros, DVDs, Música), devendo a parte respeitante aos livros ser integrada no principal braço editorial da multinacional, a Random House.
Será de recordar que a Random House não se encontra ainda directamente em Portugal, havendo uma sua representação em Espanha (Random House Mondadori S.A.).
Resta esperar para ver quais as consequências desta reorganização para o nosso país e como poderá afectar as editoras actualmente pertencentes ao grupo (Círculo de Leitores; Temas & Debates; Quetzal; Bertrand).
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 01:19 PM | TrackBack
agosto 29, 2007
Meditação na Pastelaria
Este mundo da blogosfera é bastante interessante pela forma como conseguimos encontrar a alguma distância pessoas de gostos comuns - por mais incomuns que os nossos gostos possam ser, por vezes.
É dessa forma que eu tenho por hábito visitar um blogue que, para mim, tem muito a ver.
Tem a ver com os meus gostos, com a minha forma de ver muitas coisa, com a minha estética, essencialmente.
A senhora por detrás é algo conhecida, apesar de o mesmo ser irrelevante para o facto, é a jornalista Ana Cristina Leonardo na sua Meditação na Pastelaria.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:56 AM | TrackBack
agosto 28, 2007
Ranking mundial
A Livres Hebdo, com o apoio da Publishers Weekly, publicou a listagem dos principais grupos editoriais mundiais, cuja visualização está disponível no blogue de Richard Charkin, CEO da Macmillan.
Naturalmente que nenhum grupo português lá surge, nem se pressupõe que se possa aproximar dessa listagem nas próximas décadas. Aliás, quando algum deles lá surgir já não será provavelmente português, excepto no passado longínquo.
Sic transit gloria mundi. O primeiro grupo não-ocidental também não surge num país de mil milhões, mas no Japão (Kodansha), na posição número 17, ainda bastante à frente da única representante chinesa (HEP), na 44.ª e penúltima posição desta lista e 28,5 vezes mais pequena do que a poderosa anglo-holandesa Reed Elsevier, senhora do conhecimento profissional, especializado e científico do Mundo Pequeno (faixa do globo situado entre o paralelo 30º e 70º Norte).
Esquecendo o perfil dos países, pergunto, o tamanho importa?
Esta não é uma indústria de alta tecnologia e de forte concentração de capital, não fazemos foguetes espaciais nem armas de autodestruição maciça.
Um livro é um pequeno objecto de rigor humano, que requer poucos mas dedicados profissionais que, acidentalmente, gostam mais de ler do que de muitas outras coisas.
A dimensão serve só para ter dinheiro e o dinheiro serve só, claro está, para ganhar mais dinheiro, para se poderem monopolizar os elementos mais rentáveis, como os grandes autores comerciais que procuram o mesmo que todos os outros grandes gestores comerciais.
A dimensão serve só para ultrapassar Mateus - para chegar mais longe, à carteira de mais consumidores. Pouco tem a ver, por exemplo, com a qualidade e quase sempre a prejudica, obrigando-a a perder profundidade.
Mas o contrário é também real: pouca dimensão e pouco dinheiro não permitem ter essa mesma qualidade, não permitem ter recursos decentes para se fazerem bons livros.
Por isso a fórmula será, talvez, a do equilíbrio.
Baixar na quantidade para subir na qualidade, subir na marca e baixar no produto, gastar menos no que não é essencial e mais no que é «nuclear» e onde estão as nossas forças editoriais.
Devaneando um pouco, poderia também acrescentar que se gastarmos todo o nosso dinheiro naquilo que não é a nossa área - como a distribuição, por exemplo - estamos a dar todo o nosso dinheiro, tentando fazer aquilo que não nos compete. Ficamos dependente da Casa onde colocamos o dinheiro e não damos motivos à Casa para nos manter, excepto para a sua própria prossecução financeira e até encontrarem substituto melhor para nós. Ou seja, estamos fora do jogo e só nos deixam jogar enquanto tivermos crédito para gastar.
Dimensão é então uma curiosidade e um alerta. Um alerta para que todos saibamos que facilmente podemos ser comprados por estes grandes buracos negros, famintos de mais recursos, verdadeiras máquinas que destroem belos castanheiros para plantar extensivamente eucaliptos, e fazer papel em vez de fazer castanhas.
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:25 AM | TrackBack
agosto 24, 2007
Dúvidas pertinentes
P: O que é preciso para se ser um escritor famoso?
R: É necessário ter talento, muito talento. Talento para o futebol, para a moda, para a política, para as finanças, para a televisão, eu sei lá... ter talento, entendes. Ou sorte, claro.
A Extratexto está de volta!
Publicado por Nuno Seabra Lopes às 10:44 AM | Comentários (0) | TrackBack